Quarta-feira, 4 de Agosto de 2010

Plenitude

Plenitude

 

 

Foram horas e minutos

Valeu a pena meu Amor, nunca é tarde

Momentos exuberantes de prazer sem limites, barreiras ou fronteiras

Paixão… Ternura e muita loucura

Tu me conduziste, tu me ensinaste a plenitude do prazer infinito

Fui mulher, fêmea e amante

Contigo percorri, trilhos escaldantes de desejo

Flutuamos nas nuvens

O céu era o limite, a meta o arco-íris

Não há Amor proibido, apenas Amor contido

Amor, por ti suspiro, por ti transpiro

Quero sempre te amar, tenho tanto para te dar

Tenho a certeza…Não foi sonho, não foi Magia

Apenas e tão só Amor.

 

 

 

Manuela Bulcão

publicado por poemasdaminhavida às 23:35
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Odeio…

Odeio…

 

Odeio a minha vergonha subtil

Odeio o calor que rega a minha epiderme!

Odeio ver as lágrimas de tristeza da minha mãe!

Odeio estar numa indecisão…

 

Queria ter a força do teu abraço

Queria a certeza da elipse solar

Queria amar sem medo ser julgada

Queria beijar-te tenuemente…

 

Sonho o tudo

Sonho as pegadas na areia

Sonho os calos das mãos de minha mãe

Sonho poder erguer a cabeça…

 

Odeio amar o que não posso

Odeio as regras da sociedade

Odeio a dependência humana do dinheiro

Odeio o Eu…

 

Odeio não ter quem amar!

 

 

Manuela Bulcão

publicado por poemasdaminhavida às 23:33
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O Labirinto

O Labirinto

 

Sou um labirinto perpétuo

Paredes rectilíneas percorridas por cristais translúcidos

Realidades reflectidas a cada passagem de uma lágrima

Doce fuga dos algozes da vida!

 

Sou um labirinto de trevas

Chão orvalhado por cavalos flamejantes

Folhas caídas aos meus pés

O luar perdido!

 

Sou um labirinto místico

Rosário de poemas lentos

Electricidade anémica do calor da minha pele morena

Sangue que as minhas mãos foram banhadas…

 

Sou um labirinto real

Puro como a aragem que sopra na minha face

Piano lento, carne fraca

Onde estás, sombra dos meus sonhos?

 

Sou um labirinto invisível

O fantasma da minha mãe está ao meu lado

Acaricia a minha face com as mãos recortadas pelo trabalho

Ponho as minhas mãos de criança naqueles braços fortes…

 

Sou um labirinto de luto

Negro no fulgor da dor

Só na vicissitude do sono que teima em chegar

Choro meu, solidão pessoal!

 

Afinal,

Sou somente um labirinto,

Medos e tarefas hercúleas se escondem no meu âmago

Desafio lançado a alguém…

Nunca aceite!

Quero ser amada…

 

 

Manuela Bulcão

publicado por poemasdaminhavida às 23:32
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Noite

Noite

 

Noite gélida e mística

O céu escuro como breu, convida ao Amor

Olhámo-nos profundamente inebriados

Nada mais existe, nada mais importa

Amar é a prioridade

Apagam-se as luzes e fecham-se as portas

E …Entre gemidos e laivos de prazer

Eu gritei aos quatro ventos

Quero-te amar…meu amante

Aqui e agora te digo

Que…

Nunca te esqueci, muito embora separados

Jamais te esquecerei meu Amor

És a Paixão da minha vida

Amor proibido, Amor contido

Sou mulher e mãe

Amante furtiva, escrava do Desejo por ti…

Nesta noite de loucura

Por entre Orgasmo de fúria

Por não te poder amar integralmente.

A ti meu Amor

Apenas te vou dizer, que…És e serás

O Amor da minha vida.

 

Manuela Bulcâo

publicado por poemasdaminhavida às 23:32
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Mãe

Mãe

 

Tu, que me deste a vida

Tu, que me trouxeste ao mundo

Tu, que por mim sucumbiste…

Por ti choro e suspiro

Retorço o meu coração de dor

Revolto-me contra a sociedade ignóbil

Que por ignorância, te rotularam

Tristes … Inábeis

Sem capacidade de Amar, apenas sabem criticar

Porque?

Não sabem amar, nunca foram amadas

Infelizes…

Tu, minha Mãe, amaste e foste amada

Eis a prova viva do Amor, os teus rebentos

Partiste completa, como mãe, fêmea e ser humano

Minha Mãe

Estarás para sempre no meu coração

Amo-te e odeio quem te fez sofrer.

 

 

Manuela Bulcão

publicado por poemasdaminhavida às 23:30
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Cria da Bruma

Cria da Bruma

 

 

Sou uma filha da bruma

Cada poro respira o sal

O basalto é o meu corpo etéreo

Sou a gaivota que está mar!

As cinzas dos Capelinhos são as contas do meu terço

E a as ave marias de minha mãe adoptiva

São canções de embalar

Arrancada para a imensidão do continente

E separada da terra orvalhada…

Mas ainda sou uma cria da bruma!

 

Levando-me para próximo de minha mãe!

Mas sou uma cria incompleta do arquipélago

Cria da Bruma

 

 

 

Manuela Bulcão

publicado por poemasdaminhavida às 23:29
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Cadáver

Cadáver

 

Receio morrer

Receio deixar de existir, pensar e transpirar

Olho para o túnel dos meus sonhos

Imagino que faleci!

 

Contudo, o meu cadáver se ergue

Aquela massa disforme que foi o invólucro

Caminha,

Recusa o fim!

 

Mas tudo não passou de um sonho

Receio morrer

Tenho medo de adormecer

Acordo apavorada, toda transpirada

 

Olho a minha volta…

Será que morri, ou foi apenas um sonho

Não sonho não pesadelo, estou gélida

Toca o despertador…salto da cama!

 

Soltando o grito,

ESTOU VIVA! EU, ESTOU VIVA!

 

 

 

 

Manuela Bulcão

publicado por poemasdaminhavida às 23:29
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