Quarta-feira, 17 de Março de 2010

Solidão

Solidão


Insólito pronuncio de falta de afectos

Suplico e solto palavras ao vento

Onde estás criatura?

Por colinas de amargura procuro

Não quero, nem consigo estar só

Quero tudo e nada tenho

Nesta solidão triste busco

 Fragmentos existentes de vidas passadas

Olhar perdido,

Lágrimas cristalinas não contidas

São cristas oceânicas, insulares e translúcidas

Num grito de dor lamento estar só

Solto um grito de êxtase dor e murmuro

São os custos da insularidade.

23-01-2010


Manuela Bulcão

publicado por poemasdaminhavida às 00:17
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Felicidade

Felicidade

 

Olho e vejo, folhas soltas pelo chão

É o pronuncio do Outono a chegar

Versejo sobre a estação versátil 

No alto do monte, a brisa da manhã me acaricia

Respiro, penso e olho

O que vejo?

Montes e vales de amargura

Apenas e tão só, vejo o nada que sou

Lamento e choro, o que não vivi e o que sofri

Lágrimas teimosas, ameaçam cair

Nada sou

Apenas sei, que sou filha do mar

E sempre serei cria Insular

Um rosário eu vou rezar

As contas vão desfiar, para sempre te vou Amar

A felicidade irei procurar

Mas será que a vou encontrar?


Manuela Bulcão

publicado por poemasdaminhavida às 00:16
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Amor

Amor

 

Dois corpos suados

Epiderme translúcida de desejo

Gotículas de amor e paixão

Corpos suados, amor loucura

Amantes fugidios, desejo ardente

Destino cruel, amores separados

Amor sofrido âmago e dor

Tudo e nada…geograficamente perturbado p”la distancia

Dor finita, dois corpos num só

Espelhos, reflexo da existência, vivida

Destino marcado recicla emoções intensamente vividas,

Frustrada sangro e transpiro, grito calada ao vento

Reflexo de dor e amor contido, meramente vivido

Amantes fieis ao AMOR que os UNE

  

Manuela Bulcão 

 

publicado por poemasdaminhavida às 00:15
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Ilhas Encantadas

Ilhas Encantadas

 

Açores paisagem única, visão imaculada

Fontes da vida, Águas puras inócuas

Água translúcida, pura fonte da vida

Vegetação única da natureza, intocável terra orvalhada

Arquipélago

Ilhas encantadas, meus olhos brotam lágrimas perpétuas

A saudade, do cheiro a maresia é escrava do meu lamento

Jardins à beira mar plantados, pérolas do oceano.

Açores minhas ilhas meus amores

Sou filha do nada

Filha encantada, filha rejeitada, filha mal amada

Sou tudo, sou nada, serei idolatrada

Amante insular

Um dia serei amada, PRINCESA ENCANTADA


Manuela Bulcão

publicado por poemasdaminhavida às 00:14
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Firmamento…não afirmado

Firmamento…não afirmado

Realidade, linda natureza viva

Mar calmo, realidade pura serenidade permanente

Vislumbro ao longe, golfinhos ou será entropia

Viajando na eterna sonolência, respiro e transpiro

Choro e embalo lamentos, quem sou eu…cria enjeitada

As melodias de Wagner, transportada pelas ondas serenas

São bálsamos, para a minha alma incompleta de pesar

Sou uma gaivota sem lar, sou uma gaivota sem mar

Sou cria abandona, sou cria insular

Realidade, viva

Orgasmo, impotente da loucura

Grito em silêncio, transpiro lamentos e gritos de dor

Quero alguém, amante quente de ternura

E num grito, de loucura…

Onde estas tu…meu amor infinito

Existes, sei que existes.

 20-01-2010

Manuela Bulcão

publicado por poemasdaminhavida às 00:13
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Adeus/ Não-Adeus

Adeus/ Não-Adeus

 

Qual o significado desta pequena palavra?

Entrada na inexistência pura da saudade

Tanto a proferi nesta existência

Somos companheiros do pesar

Amantes furiosos das ondas de uma mera tempestade

 

Não me queria despedir de ti eternamente

Sinto-me frágil na tua presença distante

Do outro lado do oceano estás

Num quarto sonolento estou prostrada

 

Nunca te direi ADEUS, meu amor !

Tatuaste-me e acariciaste esta fera

Agora mergulho o meu corpo cansado na escuridão

Sempre a pensar na tua essência que desconheço…

 

Um NÃO-ADEUS para ti!

 

Manuela Bulcão

publicado por poemasdaminhavida às 00:11
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